RITO DA BÊNÇÃO
PRIMEIRA PARTE
IDA PARA O LUGAR ONDE A IGREJA SERÁ CONSTRUÍDA
Estação no lugar onde vai ser erigida a nova igreja.
Se não se puder fazer a procissão ou esta não parecer oportuna, os fiéis reúnem-se
junto da área onde se deverá erigir a nova igreja. Reunido o povo, canta-se a aclamação:
Paz eterna do Eterno Pai a esta santa assembleia.
Paz perene, ó Verbo do Pai, paz ao povo de Deus.
Paz a todos os povos, dom do Espírito Consolador
ou outro cântico apropriado.
Entretanto, o Bispo revestido com as vestes sagradas, com a mitra e o báculo, encaminha-
-se para junto do povo e depois, já sem mitra nem báculo, saúda-o, dizendo:
A graça de Nosso Senhor Jesus Cristo,
o amor do Pai
e a comunhão do Espírito Santo
estejam convosco
ou outras palavras apropriadas, tiradas de preferência da Sagrada Escritura.
O povo responde:
Bendito seja Deus que nos reuniu no amor de Cristo!
ou outras palavras apropriadas.
Em seguida, o Bispo dirige breves palavras aos fiéis, para os dispor para a celebra-
ção e lhes dar o sentido do rito.
Terminada a admonição, o Bispo diz:
Oremos.
E todos oram durante algum tempo em silêncio. Depois, o Bispo continua:
Senhor nosso Deus,
que edificastes a santa Igreja
sobre o fundamento dos Apóstolos,
tendo como pedra angular
o próprio Senhor Jesus Cristo,
dai ao vosso povo, congregado em vosso nome,
a graça de Vos adorar, de Vos amar, de Vos seguir
e de crescer para formar o templo da vossa glória,
até ao momento em que, sempre conduzido por Vós,
possa chegar à cidade celeste.
Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho,
que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.
Todos:
Amém!
SEGUNDA PARTE
LEITURA DA PALAVRA DE DEUS
Lêem-se então um ou mais textos da Sagrada Escritura apropriados à celebração, de
entre os que vêm propostos no Leccionário para o rito da dedicação da igreja, intercalando
o salmo responsorial conveniente ou outro cântico apropriado. É conveniente que se leia
uma das leituras seguintes, sobretudo se no rito se usa a primeira pedra.
Leitura do primeiro livro de Reis.
Então Salomão mandou dizer a Hirão:
Bem sabes tu que Davi, meu pai, não pôde edificar uma casa ao nome do Senhor seu Deus, por causa da guerra com que o cercaram, até que o Senhor pôs seus inimigos debaixo das plantas dos seus pés.
Porém agora o Senhor meu Deus me tem dado descanso de todos os lados; adversário não há, nem algum mau encontro.
E eis que eu intento edificar uma casa ao nome do Senhor meu Deus, como falou o Senhor a Davi, meu pai, dizendo: Teu filho, que porei em teu lugar no teu trono, ele edificará uma casa ao meu nome.
Dá ordem, pois, agora, que do Líbano me cortem cedros, e os meus servos estarão com os teus servos, e eu te darei o salário dos teus servos, conforme a tudo o que disseres; porque bem sabes tu que entre nós ninguém há que saiba cortar a madeira como os sidônios.
E aconteceu que, ouvindo Hirão as palavras de Salomão, muito se alegrou, e disse: Bendito seja hoje o Senhor, que deu a Davi um filho sábio sobre este tão grande povo.
E enviou Hirão a Salomão, dizendo: Ouvi o que me mandaste dizer. Eu farei toda a tua vontade acerca das madeiras de cedro e de cipreste.
Os meus servos as levarão desde o Líbano até ao mar, e eu as farei conduzir em jangadas pelo mar até ao lugar que me designares, e ali as desamarrarei; e tu as tomarás; tu também farás a minha vontade, dando sustento à minha casa.
Assim deu Hirão a Salomão madeira de cedro e madeira de cipreste, conforme a toda a sua vontade.
E Salomão deu a Hirão vinte mil coros de trigo, para sustento da sua casa, e vinte coros de azeite batido; isto dava Salomão a Hirão anualmente.
Deu, pois, o Senhor a Salomão sabedoria, como lhe tinha falado; e houve paz entre Hirão e Salomão, e ambos fizeram acordo.
E o rei Salomão fez subir uma leva de gente dentre todo o Israel, e foi a leva de gente trinta mil homens;
E os enviava ao Líbano, cada mês, dez mil por turno; um mês estavam no Líbano, e dois meses cada um em sua casa; e Adonirão estava sobre a leva de gente.
Tinha também Salomão setenta mil que levavam as cargas, e oitenta mil que talhavam pedras nas montanhas,
Afora os chefes dos oficiais de Salomão, que estavam sobre aquela obra, três mil e trezentos, os quais davam as ordens ao povo que fazia aquela obra.
E mandou o rei que trouxessem pedras grandes, e pedras valiosas, pedras lavradas, para fundarem a casa.
E as lavraram os edificadores de Hirão, e os giblitas; e preparavam a madeira e as pedras para edificar a casa.
Bem sabes tu que Davi, meu pai, não pôde edificar uma casa ao nome do Senhor seu Deus, por causa da guerra com que o cercaram, até que o Senhor pôs seus inimigos debaixo das plantas dos seus pés.
Porém agora o Senhor meu Deus me tem dado descanso de todos os lados; adversário não há, nem algum mau encontro.
E eis que eu intento edificar uma casa ao nome do Senhor meu Deus, como falou o Senhor a Davi, meu pai, dizendo: Teu filho, que porei em teu lugar no teu trono, ele edificará uma casa ao meu nome.
Dá ordem, pois, agora, que do Líbano me cortem cedros, e os meus servos estarão com os teus servos, e eu te darei o salário dos teus servos, conforme a tudo o que disseres; porque bem sabes tu que entre nós ninguém há que saiba cortar a madeira como os sidônios.
E aconteceu que, ouvindo Hirão as palavras de Salomão, muito se alegrou, e disse: Bendito seja hoje o Senhor, que deu a Davi um filho sábio sobre este tão grande povo.
E enviou Hirão a Salomão, dizendo: Ouvi o que me mandaste dizer. Eu farei toda a tua vontade acerca das madeiras de cedro e de cipreste.
Os meus servos as levarão desde o Líbano até ao mar, e eu as farei conduzir em jangadas pelo mar até ao lugar que me designares, e ali as desamarrarei; e tu as tomarás; tu também farás a minha vontade, dando sustento à minha casa.
Assim deu Hirão a Salomão madeira de cedro e madeira de cipreste, conforme a toda a sua vontade.
E Salomão deu a Hirão vinte mil coros de trigo, para sustento da sua casa, e vinte coros de azeite batido; isto dava Salomão a Hirão anualmente.
Deu, pois, o Senhor a Salomão sabedoria, como lhe tinha falado; e houve paz entre Hirão e Salomão, e ambos fizeram acordo.
E o rei Salomão fez subir uma leva de gente dentre todo o Israel, e foi a leva de gente trinta mil homens;
E os enviava ao Líbano, cada mês, dez mil por turno; um mês estavam no Líbano, e dois meses cada um em sua casa; e Adonirão estava sobre a leva de gente.
Tinha também Salomão setenta mil que levavam as cargas, e oitenta mil que talhavam pedras nas montanhas,
Afora os chefes dos oficiais de Salomão, que estavam sobre aquela obra, três mil e trezentos, os quais davam as ordens ao povo que fazia aquela obra.
E mandou o rei que trouxessem pedras grandes, e pedras valiosas, pedras lavradas, para fundarem a casa.
E as lavraram os edificadores de Hirão, e os giblitas; e preparavam a madeira e as pedras para edificar a casa.
Palavra do Senhor!
Todos:
Graças a Deus!
HOMILIA
TERCEIRA PARTE
BÊNÇÃO DA ÁREA DA NOVA IGREJA
Terminada a homilia, o Bispo tira a mitra, levanta-se e faz a bênção da área da nova
igreja, dizendo:
Oremos.
Senhor, Pai santo,
que encheis o mundo inteiro com a vossa santidade,
para que, em toda a parte,
seja glorificado o vosso nome,
abençoai estes vossos filhos
que, pelos seus donativos ou pelo seu trabalho,
prepararam este terreno
para aí construírem a igreja
que vai ser edificada para vossa glória;
e fazei que a união de espíritos e a alegria de coração,
com que hoje participam neste começo feliz,
de novo os congreguem, um dia, no vosso templo,
para celebrarem os divinos mistérios
e os reunam, por fim, no Céu
a cantar, para sempre, os vossos louvores.
Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho,
que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.
Todos:
Amém!
Em seguida, o Bispo põe a mitra e asperge com água benta a área da nova igreja,
o que pode fazer ou estando no meio do terreno ou circundando processionalmente, com
os ministros, o lugar dos alicerces.
QUARTA PARTE
BÊNÇÃO E COLOCAÇÃO DA PRIMEIRA PEDRA
O Bispo aproxima-se do lugar em que a primeira pedra deve ser colocada e, depois
de tirar a mitra, benze a pedra, dizendo:
Oremos.
Senhor, Pai santo,
o vosso Filho Unigénito,
nascido da Virgem Santa Maria,
foi anunciado, em figura, pelo Profeta
como a pedra caída do monte
sem intervenção de mão humana,
e o Apóstolo chamou-Lhe o fundamento
que ninguém poderá substituir;
abençoai + agora esta primeira pedra
que vai ser colocada em seu nome,
e concedei que Ele,
a quem constituístes
princípio e fim de todas as coisas,
seja o principio desta obra,
o seu crescimento e a sua consumação.
Ele que é Deus convosco
na unidade do Espírito Santo.
Todos:
Amém!
Então, se parecer oportuno, o Bispo asperge a pedra com água benta e incensa-a. E põe,
de novo, a mitra.
Em seguida, o Bispo coloca a primeira pedra nos alicerces, em silêncio, ou, se
parecer mais oportuno, dizendo estas palavras ou outras apropriadas:
Na fé de Jesus Cristo
colocamos esta primeira pedra neste alicerce.
Na igreja que neste lugar se há-de erguer
seja recebida a virtude e a graça
dos mistérios celestes
e seja invocado e louvado
o nome de Nosso Senhor Jesus Cristo.
A Ele, glória e poder
por todos os séculos.
Todos:
Amém!
Em seguida, um operário liga a pedra com cimento.
CONCLUSÃO DO RITO
Terminado, o Bispo tira a mitra. Faz-se então a Oração Universal, com
estas palavras ou outras semelhantes:
Oremos, irmãos caríssimos,
a Deus Pai todo-poderoso,
e peçamos que faça destes seus servos, aqui reunidos
para dar inicio à construção da sua nova igreja,
um templo espiritual, erguido à sua glória,
sobre a pedra angular, que é Jesus Cristo, seu Filho.
R. Abençoai, Senhor, e conservai a vossa Igreja.
Para que Se digne fundar solidamente
sobre a pedra firme da sua Igreja
todos os que, pelos seus donativos
e pelo seu trabalho,
assumem a construção desta obra,
oremos ao Senhor.
R. Abençoai, Senhor, e conservai a vossa Igreja.
Para que a ação da graça divina nos vá preparando,
a nós que nos encontramos agora aqui presentes,
para depois virmos, aqui também,
celebrar os divinos mistérios,
oremos ao Senhor.
R. Abençoai, Senhor, e conservai a vossa Igreja.
Em seguida, o Bispo pode introduzir a oração dominical com estas palavras ou outras
semelhantes:
Unamos a voz da Igreja em oração
à voz do Senhor Jesus Cristo,
suplicando ao Pai celeste
com as palavras que o seu Filho nos ensinou.
Digamos, pois, num só coração e numa só alma:
Todos:
Pai nosso, que estais nos céus,
santificado seja o vosso nome;
venha a nós o vosso reino;
seja feita a vossa vontade
assim na terra como no céu.
O pão nosso de cada dia nos dai hoje;
perdoai-nos as nossas ofensas,
assim como nós perdoamos
a quem nos tem ofendido;
e não nos deixeis cair em tentação;
mas livrai-nos do mal.
O Bispo continua imediatamente:
Nós Vos louvamos, Senhor, Pai santo,
porque concedeis aos vossos fiéis,
de quem a água regeneradora do Baptismo
fez templo a Vós consagrado,
a graça de construirem casas de oração.
Olhai, com bondade, para estes vossos filhos,
que se reuniram, com tanta alegria,
para dar inicio à construção da nova igreja,
e concedei
que eles cresçam como templo da vossa glória,
até que, preparados pelo trabalho da vossa graça,
sejam colocados, pela vossa mão, na cidade celeste.
Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho,
que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.
Todos:
Amém!
Em seguida, o Bispo toma a mitra e o báculo e abençoa o povo na forma do costume;
O Senhor esteja convosco!
Todos:
Ele esta no meio de nós!
O Bispo continua:
Abençoai-vos o Deus todo-poderoso:
+Pai
+Filho
+Espírito Santo
Todos:
Amém!
e o diácono despede-o, dizendo:
Ide em paz e o Senhor vos acompanhe.
Todos:
Graças a Deus.
